O prazer proibido

Enquanto você lê este post, existe uma mulher em algum canto do mundo que está se sentindo a última das criaturas por não ter chegado ao orgasmo. Nos Estados Unidos, 30% delas não consegue chegar lá. E tem também uma garota por aí que neste exato momento se olha no espelho e se convence de que precisa de uma cirurgia íntima, mesmo sendo normal lá embaixo. Na Inglaterra, já somam 2000 as que pediram para ser operadas em 2012, mesmo não apresentando qualquer anomalia.

Novo e polêmico livro explica o prazer feminino. Foto: divulgação.

E olha que a gente vive a era da sexualidade, do direito de ir e vir, fazer e desfazer na cama, pelo menos no Ocidente. Não é um paradoxo existir tão pouca intimidade – para não dizer estranhamento total – com o prazer feminino? É só ver como as palavras vagina e clitóris causam os mais fervorosos protestos a favor dos “bons costumes”. Contra essa maré e a favor de uma relação saudável entre cérebro e órgão sexual, a jornalista americana Naomi Wolf lançou o polêmico livro Vagina – A New Biography, com os estudos mais recentes da neurociência sobre essa ilustre desconhecida.

A autora mostra, por exemplo, como a vagina, com milhões de terminações nervosas, está diretamente ligada à rede de neurônios no cérebro, enviando não apenas informações físicas sobre prazer, mas emocionais, sobre autoconfiança, bem estar. Não é apenas uma questão de se realizar ou não no sexo; é uma questão de autoestima. Imagine, por exemplo, um homem que acha o próprio órgão sexual feio, inadequado. Um homem que não tem ereção, nem problema de saúde que explique o fato. Um homem que se preocupa demais se a mulher vai achar seu órgão atraente, cheiroso. Esse homem se sentiria o último dos últimos.

Três das várias observações importantes que Naomi faz no livro:

  • Uma mulher que não conhece o próprio corpo, não tem autoconfiança. Uma mulher sem autoconfiança não se permite um orgasmo.
  • O excesso de pornografia no nosso tempo banaliza o ato sexual. O cérebro se acostuma com tanto estímulo e fica cada vez mais difícil encontrar a vontade de ter momentos a dois.
  • A vagina deveria ser reverenciada, como já foi um dia na história, por homens e mulheres. É um templo de prazer – e não há nada que justifique envolvê-la em vergonha ou culpa.

É por isso que o livro, ainda sem tradução para o português, é uma leitura recomendada para eles e para elas. Afinal, um marido que entende tanto da configuração da mulher quanto ela própria tem o poder de levá-la ao sétimo céu. Quem sabe não é um ótimo presente de Natal: seu marido aprende não só inglês como vira mestre na arte do seu prazer!

Obrigada pelo seu comentário, ele é muito importante para nós! Adoramos receber notícias de nossas seguidoras! Mantenha contato e nos envie suas dúvidas que faremos os posts pensando em você!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s